domingo, 5 de junho de 2011

Ver para crer

Mario Draghi, italiano de 63 anos, será o sucessor de Jean-Claude Trichet à frente do Banco Central Europeu, a partir de 31 de Outubro.
Para tal, sairá do Banco de Itália, onde ganhou em 2010, 757 mil euros.
No BCE vai receber 368 mil euros/ano. Como é ? Prescinde de 389 mil euros anuais?!
Das duas uma: ou a Itália está na falência e Draghi sabe; ou aos 389 mil euros declarados, juntar-se-ão as noites loucas de hotel, as festas, os jactos, as jantaradas, as meninas, meninos ou ambos, etc., etc., etc..

Ou eu sou doido e o homem é o tal ! O da conduta exemplar. O da causa pública.
Fixemos este nome, coloquemos um lembrete na agenda para voltar a falar a 31 de Outubro de 2012, quando fizer um ano de presidência. Se me lembrar eu ou alguém (se o houver) que leia este post.

3 comentários:

  1. Em indivíduos de topo, com salários muito elevados, o dinheiro passa para um plano, digamos, secundário.
    A maior parte das vezes, vão ocupar esses cargos quando já estão perto da reforma. Trata-se, sobretudo, de uma questão de prestígio (currículo).

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  2. Plenamente de acordo com o que escreveu. E nem mesmo, e só, em situações de carreiras de topo. O dinheiro, para algumas pessoas, não é tudo. Mas, curiosamente, no caso do BCE, não vejo o cargo como "técnico" mas sim político. Ou, para não ser injusto, mais político que técnico. Uma rampa de lançamento para a política (não estava Strauss-Khan por exemplo, "alinhado" para a presidência francesa?). E, assim sendo, lá voltamos nós ao mesmo. Ver para crer.

    obrigado pelo comentário.

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  3. Sim, é verdade. Normalmente existe aquela aspiração ao mais alto cargo da nação... É o que me parece que irá acontecer com o Durão Barroso :-)

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