segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Sonho

     "Sonhei que tinha acordado.
É o mais antigo de todos os sonhos e foi esse o sonho que acabei de ter. Sonhei que tinha acordado.
       Estava na minha cama. Isso surpreendeu-me um bocado mas após breve reflexão achei que fazia sentido. Em que cama haveria de acordar se não na minha ? Olhei à minha volta e disse para mim mesmo. Ora bem, ora bem, ora muito bem. Não é um pensamento brilhante, tenho de admitir. Mas alguma vez encontraremos as palavras certas para as grandes ocasiões ?"

                                  in "A história do mundo em 10 capítulos e 1/2" de Julian Barnes

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sobre os Mortos

A transparência foi lugar e obstáculo.
Ficarmos nela vendo,
a certa altura, difundiu-se abstracto.
Não se movia ali nem o momento.
Mas, de repente, o impacto
cumpre a tapada. E o ouvido atento.
A pinha abriu novo sentido - um estrado
acústico que, dentro,
se abre de ver. E onde vencem os mortos esse obstáculo
subtil do afastamento.

                                                    Fernando Echevarría

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mudanças

Os tempos mudam. É um chavão e é inevitável.
Há alguns anos atrás, na altura da realização do anúncio abaixo incluído, não havia, efectivamente, a catadupa de alterações na sociedade que hoje em dia ocorrem.
É uma metáfora, óbviamente. Nada tenho contra seja que tipo de cabeleira. Cada um que use a que quer. Mas os valores "perdem-se" aos nossos olhos. Não é verdadeiramente uma perda. É mais uma alteração drástica, constante e muito veloz de tudo aquilo em que, tradicionalmente, acreditávamos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sopa de letras

Ele há dias assim.
Acordamos cheios de energia positiva.
Ao tomar o café da manhã, cremos não haver nada que nos derrube. Temos forças para enfrentar qualquer obstáculo. "Eu estou bem, tú estás bem" é um dos estado possíveis em análise transacional. E assim nos sentimos. Porém, ao primeiro encontro, já o nosso Bom Dia é entendido como Mau Dia pelo interlocutor. Esqueçemo-nos fácilmente da sensibilidade dos outros; absorvidos pela nossa. Pensamos não nos termos expressado bem e retorquimos. Pior ainda !
Calamo-nos por instantes, pensativos, a perguntar porque são os ás entendidos como bês; os cês como ésses. Mais tarde tentamos de novo mas...não resulta. Mas as forças, essas continuam e então seguimos em frente. Lá para o meio da tarde, depois de mil e um obstáculos e, inevitávelmente, já de forças diminuídas, ainda acreditamos no dia. Mas somos só nós. Então sentimo-nos como numa sopa de letras. Uma colher gigantesca colhe-nos num emaranhado delas. Todas confusas, avulsas, sem sentido. Tentamos escrever mas faltam letras; outras que sobram. Qualquer esforço se torna infrutífero e damos por nós, já sem forças, a aceitar qualquer letra na construção de frases soltas. Ou, de preferência, sermos colhidos por uma colher sem qualquer letra. Pelo silêncio.
Mas, de forma já inesperada, pode surgir uma criança, um iluminado, alguém versado em construções gramaticais que, no final da sopa, quase na última colher, encontra as letras necessárias para construir a palavra.
Temos forças de novo e...ganhamos o dia.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Adriano

Há tempos atrás, os sacos do lixo depoistados na rua para recolha, começaram a aparecer todos rasgados. Não percebia, uma vez que não me recordo de ver cães abandonados nas ruas aqui próximas. Mais tarde, numa noite em que me deslocava a esse local, deparei com um homem a procurar comida nos sacos. Era ele o autor da façanha. Revoltou-me até às entranhas. Não há nada como ver! Tantas campanhas de solidariedade, tantos donativos, tantas Cruz Vermelha, Banco Alimentar, AMI e, aqui, ao pé de nós, a nosso lado, mora a miséria.

Mais tarde, começou a pedir na porta da padaria/pastelaria. Passa lá os dias ou, pelo menos, grande parte deles.Tenho por hábito dar-lhe de comer ou dar-lhe umas moedas que lhe permitam comer. Sempre o faz. Entra e compra pão. Podia gastá-lo em doses para alimentar o vício. Sei que é toxicodependente. Já o vi consumir. Fá-lo-á com as moedas de outros. Ou por vezes com as minhas. É educado.

Já quis saber a sua história. Não tive coragem. É-nos mais fácil doar para longe. Onde não vemos. Damos uns trocos e aliviamos as consciências.

Na época natalícia passada, dei-lhe uma quantia maior e...perguntei-lhe o nome.  Adriano.
Cumprimentamo-nos diáriamente.

Sempre admirei quem parte em missão de solidariedade, seja ela para um qualquer país recôndito em África, seja cá dentro. O altruísmo de quem dá tudo de si, pelos outros. Admiro missionários, enfermermeiros, médicos que, de forma voluntária, verdadeiramente ajudam quem precisa. Admiro os voluntários, quase sempre séniores, que ajudam nos hospitais.

Um dia vou ter coragem para saber a história do Adriano.

Vejam e, principalmente ouçam Frei Ventura a propósito da solidariedade.

http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/Edicao+da+Noite/2011/1/frei-fernando-ventura-foi-o-coordenador-convidado-da-edicao-da-noite-08-01-2011-03815.htm

domingo, 16 de janeiro de 2011

Perplexidades

Numa discussão amigável recente, no seio familiar, o tema era a fé. Ter ou não. Se a génese do homem é científica ou religiosa. Se o antigo testamento é ou não um manual de atrocidades.
A minha infância menor, já não foi moldada pelos clichés habituais. A catequese com a D. Bininha e a 1ª comunhão cá estão. Mas fiquei-me por aí. Culpa de pais já eles não frequentadores das questões da igreja.
Estando desabituado a missas, apenas frequentadas em funerais e casamentos, aprendi a não gostar delas. De cada vez que ouvia um sermão, ficava perplexo com os "ensinamentos" do pecado. A espaços e mais recentemente, acontece, aqui e ali, ouvir um padre "bom". Não quero com isto dizer que não sinta ter fé. Apesar do estado portugûes ser laico, é inevitável crescer ao sabor do bem e do mal. Perante Deus, a justiça, seja ela divina ou terrena. Acontece-me fazer uma grande viagem e, chegando ao final da mesma, agradecer-Lhe nada de grave ter acontecido. É um exemplo. Creio que quase todos, mesmo os mais incrédulos, terão vivido ou vivem situações semelhantes.
Todo o texto acima para comentar uma perplexidade associada a um tema que, desde sempre, me foi dado como pecaminoso para os homens da igreja - o sexo.
Ó coisa proibida ! Ai mulheres que têm orgasmos ! Ai homens que pecam constantemente !

"No tengas miedo al sexo" é um livro na berra. O seu autor é um monge sexólogo franciscano de nome Ksawery Knotz.
Monge sexólogo ?!
Pois é meus amigos. Leram bem. Mas qual a experiência de um monge nesta matéria ? Aconselhamento matrimonial há mais de dez anos !
Um estudo revela que 74% dos homens têm dúvidas acerca da sua capacidade de manter erecção por tempo suficiente.
E os aconselhamentos matrimoniais deste monge, associados à sua interpretação das formas de falar com Deus, permitem-lhe escrever frases como estas que abaixo transcrevo:
  • "Há que acabar com a ideia de que quando se fala de sexo não se fala de Deus"
  • "Deus está no orgasmo"
  • "Todos os actos - um carinho, uma posição sexual - que tenham como fim a excitação, são permitidos e agradam a Deus"
  • "Deus aceita o prazer sexual. Acariciar os genitais com os lábios e a língua como preliminares é moralmente aceitável e não deve ser visto como pecado"
  • "Ter um orgasmo, é como ir para o céu"
Gosto particularmente da última. Já se fica com uma ideia de que, afinal, morrer pode ser bom.
Por esta altura já estamos perplexos. Ou não ?
Pois, mas acontece que o Vaticano aceita estas posições defendidas por Knotz !!!!

Perplexos ? Também eu !
Na próxima discussão familiar, ver-se-á se puxo o tema. Para agitar consciências.


sábado, 15 de janeiro de 2011

Comentários (in)disponíveis

Um velho e bom amigo meu, quis já fazer comentários e "foi" impedido por questões técnicas.
Quem recebeu o meu email de apresentação deste espaço, sabe que sou leigo na utilização destas "tecnologias".
O erro está corrigido e, a partir de agora, qualquer internauta pode deixar o seu prezado comentário.

Obrigado Pires.

Determinação

Creio que, cerca de 97% da população, não é capaz de definir os seus objectivos de vida, em termos pessoais e profissionais.
Crescemos ao sabor do que a vida nos "dá".
Por volta dos 14 anos de idade, escolhemos um primeiro rumo escolar. "Ninguém" com 14 anos de idade é capaz de o fazer !
Mais tarde, se tivermos sorte, entramos na universidade para uma ideia do curso que queremos. Na maior parte das vezes, não era bem aquilo mas...agora não vou voltar para trás.
Aparece-nos um emprego (quando aparece) e aceitamos. Afinal, precisamos de trabalhar para ganhar a vida (ou será a vida que nos ganha a nós?). E assim ficamos, a precisar de ganhar a vida. Sempre.
Conhecemos alguém que julgamos amar e, o que queremos nós ? Construir uma vida juntos ? Chegar a um porto definido ? Partilhar um negócio e querer ter 4 filhos aos 50 anos ? Não ! Nada disso ! Queremos algo muito mais simples.
Queremos ter uma mulher/marido, ter filhos e ...ser felizes !
E o que é isso ? Alguém sabe ?
Sonhamos com um conto de fadas mas as fadas não saem dos contos. As fadas não são reais.

Por isso, é sempre com admiração que olho para pessoas determinadas. Com objectivos definidos. Nem que seja para o que não querem ser e/ou fazer. Que traçam um rumo e o seguem para lá chegar. Por mais tortuoso que seja o caminho; por mais penosa que seja a viagem.

Conheço duas pessoas profissionalmente muito determinadas que admiro há mais de vinte anos.
São, claramente, as pessoas que mais admiro. Um e outro seguem o seu caminho próprio, sem desvios, sem concessões.
Para além desta imensa admiração, são-me ambos muito queridos.
Acontece que são meus irmãos. Por um acaso muito feliz.

No nosso país, já têm o nome inscrito nos compêndeos que perdurarão para sempre. Fora dele, a espaços, aqui e acolá. Estou certo que o escreverão pelos quatro cantos do mundo e, daqui a vinte anos, ninguém os desconhecerá.

A minha irmã inaugurou hoje mais uma exposição, no Museu Amadeo Sousa Cardozo, em Amarante.
O meu irmão toca amíude por esse mundo fora.


http://sofiabeca.blogspot.com/
http://www.myspace.com/mostpeoplehavebeentrainedtobebored

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mundo contemporâneo

Hoje assistimos a mais um acidente natural de causas devastadoras para as populações locais. O desabamento de terras na zona do Rio de Janeiro, arrastou consigo milhares de pessoas sendo já contabilizados mais de 400 mortos. Poder-se-á dizer que as causas são naturais. Sim. Mas e as mortes ? Não há dúvida de que, também neste caso, as construções clandestinas em zonas geográficas desaconselhadas, favoreceu largamente a quantidade de vítimas. Infelizmente estes casos são frequentes. Como são os conflitos bélicos espalhados um pouco por todo o hemisfério sul do planeta e regiões árabes.
Para quando uma penalização séria de todos os responsáveis políticos que, com decisões baseadas em interesses instalados, em corrupção, em dinheiro sujo, contribuem para a perda de vidas humanas ?




World Citizen



World Citizen
(Words by David Sylvian)
There goes one baby's life
It's such a small amount
She's un-American
I guess it doesn't count

Six thousand children's lives
Were simply thrown away
Lost without medicine
Inside of thirty days

In the New York harbour
Where the stock's withheld
It was the price we paid
For a safer world

World is suffering
World is suffering
World is suffering
World citizen

In Madhya Pradesh
Where they're building dams
They're displacing native people
From their homes and lands

So they hunger strike
Cos they believe they count
To lose a single life
Is such a small amount

In the name of progress
And democracy
The concepts represented in name only

His world is suffering
Her world is suffering
Their world is suffering
World citizen

World citizen

And the buildings fall
In a cloud of dust
And we ask ourselves
How could they hate us?
Well, when we live in ignorance and luxury
While our super powers practice
Puppet mastery

We raise the men
Who run the fascist states
And we sell them arms
So they maintain their place

We turn our backs
On the things they done
Their human rights record
And the guns they run

His world is suffering
Her world is suffering
Their world is suffering
World citizen

My world is suffering
Your world is suffering
Our world is suffering
World citizen

Who'll do away with flags?
Who'll do us proud?
Remove the money from their pockets
Scream dissent out loud?

Cos god ain't on our side
The shoe won't fit
And though they think the war is won
That's not the last of it

Disenfranchised people
Need their voices heard
And if no one stops to listen
Lose their faith in words

And violence rises
When all hope is lost
Who'll embrace the human spirit
And absorb the cost?

Not one life is taken
In my name
In my name

His world is suffering
Her world is suffering
Their world is suffering
World citizen

My world is suffering
Your world is suffering
Our world is suffering
World citizen
© 2003 by David Sylvian/Opium (Arts) Ltd

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Inverno

Muita gente fica deprimida com o Inverno. A chuva, o frio, o nevoeiro cerrado.
Para mim, tem tantos encantos como outra estação qualquer.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Causas

Vejo a actualidade política europeia do momento como sendo totalmente amorfa. Aliás, o desinteresse das populações em geral pela actividade política e pelos políticos em geral, tem crescido em quase todos os países europeus, o que demonstra quão longe "eles" estão das populações.
Creio que uma das causas para este fenómeno é, precisamente, a falta delas.
Os movimentos contestatários surgem um pouco por todo o lado mas, na minha opinião, apenas pelo prazer, legítimo, de estar contra este sistema político e não por uma defesa real de uma causa, de um ideal.
Não conheço um verdadeiro movimento com dimensão para ser considerado como tal, levado a sério como tal, movido por um ideal, uma causa da defesa seja do que fôr.
O filme "A última estação" fala disso mesmo. De causas.
Tolstoi, morreu aos 82 anos. Nos últimos anos da sua vida, o Amor tornou-se o seu ideal. Conseguiu uma verdadeira legião de seguidores por toda a Rússia, capazes de fazer o que fosse necessário para seguir esta causa. O Amor, a natureza, o despojamento de toda a riqueza material.
Concorde-se ou não, o que está aqui em causa...é ter (ou não) uma causa.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Gonçalo

Hoje é um dia especial de alguém muito especial.
Ainda não percebes o verdadeiro significado desta música. Uma das tuas preferidas deste grupo que é o teu preferido.
Percebê-la-ás mais tarde.
Fala de força. Da força que temos cá dentro. De não nos deixarmos abater. De termos ideais.
Cresce nos teus sonhos. Luta por eles.
Muda o mundo enquanto podes !


Fénix

No filme "O Véu Pintado", Walter apaixona-se por Kitty assim que a vê e, no dia seguinte, propõe-lhe casamento.
Este exemplo é um, na verdade incontestável de que as situações idênticas a esta são inúmeras. Apaixonamo-nos por um olhar, uma voz, uma imagem. E perdemos a razão.
Somos tomados por emoções incontroláveis.
Podemos conseguir lidar melhor ou pior com elas. Podemos viver paixões de intensidades diversas. Umas surgem em crescendo, outras de forma súbita. Algumas duram uma vida; outras... tiram-nos a vida.
Mas sem elas não voamos. Mesmo que seja por instantes. São como Fénix's. Por isso se, tal como a Ícaro, as asas derreterem..., sabemos que a nossa sorte é diferente da dele.





sábado, 8 de janeiro de 2011

Xenofobia vs Xinofobia

Este sketch do final de ano, mostra de forma divertida como nos habituamos a que quase tudo, mas mesmo quase tudo, seja proveniente da China e/ou de chineses.
Curiosamente, ouvimos falar com frequência nos noticiários, de confrontos com as comunidades emigrantes.
Ouvimos falar de Xenofobia. Mas não tenho memória de ouvir falar de confrontos com as comunidades chinesas. Não criam problemas de criminalidade, nem falta de produtividade e, embora todos reclamem dos privilégios que supostamente têm, na criação de negócios e isenção de pagamento de impostos, a verdade é que a população utiliza e compra nas suas lojas de produtos baratos. Queixam-se do característico cheiro dos produtos, desconfiam da sua natureza, reclamam da qualidade, mas compram. É a Xinofobia !. E não sabem que muitas das principais marcas de renome e fama mundial, são já propriedade de empresas chinesas. Volvo e Cerrutti são dois exemplos, de milhares existentes.
E assim esta comunidade aumenta. E muito. Em Portugal, é a comunidade com maior taxa de natalidade.
Assim, não admira que este sketch venha a ser uma realidade...dentro em "breve".



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

rage against the machine - Killing in the name

Para todos os momentos em que nos sentimos manietados.



Killing in the name of!


Some of those that work forces
are the same that burn crosses.
Some of those that work forces
are the same that burn crosses.
Some of those that work forces
are the same that burn crosses.
Some of those that work forces
are the same that burn crosses. Uggh!

Killing in the name of!
Killing in the name of!

And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya
And now you do what they told ya

Those who died
are justified
for wearing the badge, they're the chosen whites
You justify
those that died
by wearing the badge, they're the chosen whites
Those who died
are justified
for wearing the badge, they're the chosen whites
You justify
those that died
by wearing the badge, they're the chosen whites

Some of those that work forces
are the same that burn crosses.
Some of those that work forces
are the same that burn crosses.
Some of those that work forces
are the same that burn crosses.
Some of those that work forces
are the same that burn crosses.

Killing in the name of!
Killing in the name of!

And now you do what they taught ya
And now you do what they taught ya
And now you do what they taught ya
And now you do what they taught ya
And now you do what they taught ya, now you're under control
And now you do what they taught ya, now you're under control
And now you do what they taught ya, now you're under control
And now you do what they taught ya, now you're under control
And now you do what they taught ya, now you're under control
And now you do what they taught ya, now you're under control
And now you do what they taught ya, now you're under control
And now you do what they taught ya!!!

Those who died
are justified
for wearing the badge, they're the chosen whites
You justify
those that died
by wearing the badge, they're the chosen whites
Those who died
are justified
for wearing the badge, they're the chosen whites
You justify
those that died
by wearing the badge, they're the chosen whites
Come on!

(Guitar Solo)
Uggh!

Yeah! Come on! Uggh!

(Get louder until 9th by which time shouting)
Fuck you, I won't do what you tell me.
Fuck you, I won't do what you tell me.
Fuck you, I won't do what you tell me.
Fuck you, I won't do what you tell me.
Fuck you, I won't do what you tell me.
Fuck you, I won't do what you tell me.
Fuck you, I won't do what you tell me.
Fuck you, I won't do what you tell me.
FUCK YOU, I WON'T DO WHAT YOU TELL ME!!
FUCK YOU, I WON'T DO WHAT YOU TELL ME!!
FUCK YOU, I WON'T DO WHAT YOU TELL ME!!
FUCK YOU, I WON'T DO WHAT YOU TELL ME!!
FUCK YOU, I WON'T DO WHAT YOU TELL ME!!!
FUCK YOU, I WON'T DO WHAT YOU TELL ME!!!
FUCK YOU, I WON'T DO WHAT YOU TELL ME!!!
FUCK YOU, I WON'T DO WHAT YOU TELL ME!!!

MOTHERFUCKER!!!! Ugh!!

Songwriters: Commerford, Tim;De La Rocha, Zack;Morello, Tom;Wilk, Brad

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Relógio

Charon
foto de h.koppdelaney

    Lutei toda a noite contra o relógio.
Eu estava sossegado quando a máquina apareceu, sorrateiramente, para me atormentar o descanso. Foi o ponteiro das horas a desferir o primeiro golpe. Um golpe fortíssimo, súbito, que me apanhou desprevenido, apesar de saber dos planos que  tinham preparado ao longo do dia. Mas não esperava o ataque por volta da uma hora. Assim, foi com grande custo que me fui defendendo, para que pudesse ir preparando uma estratégia de ataque.
    Foi sempre uma luta desigual. Eu estava sózinho contra os três ponteiros.
    Ainda combalido do primeiro golpe desferido pelo ponteiro das horas, vi-me mordido pelo ponteiro dos segundos. Grande e enérgico, jovem, parecia uma hiena, sempre a morder, a espicaçar. Eu dava-lhe estocadas como podia, voltando-me a cada instante mas ele, pediu reforços ao experiente ponteiro dos minutos que, de forma cobarde, me atacou na nuca, deixando-me inconsciente por alguns segundos.
    Lutei como pude, de forma quixotesca.
    Por volta das duas horas, o ponteiro mais pequeno, do alto da sua mestria, abria-me violentamente as entranhas. Foi necessária a intervenção médica do Dr. Leite para que me conseguisse recompôr um pouco. Na verdade, consegui até apanhá-los aos três - horas, minutos e segundos - numa armadilha que quase foi mortal. Quase !
    As máquinas são poderosas, cheias de manhas e energia inesgotável.
    Quando estava já no defeso, a saborear a glória da vitória (pensava eu), um ataque combinado dos três, pelas 3:30, não só reabriu a ferida recentemente tratada, como me abriu um golpe profundo na cabeça, soltando todos os pensamentos maléficos que eu tinha aprisionado nos últimos tempos. Se até aí, de forma heróica, tinha lutado ferozmente, a partir desse momento, percebi que não tinha já forças suficientes e a batalha estava perdida.
    Fui torturado pelos três ponteiros, em uníssono, até às 6:30. Aí, já moribundo, fui abandonado, inconsciente, para o resto do dia.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"...e acabou assim. Encolheu-se sobre si próprio, a mingar entre os lençóis numa cama agora imensa.
ouvia a chuva forte nas vidraças da varanda, afundando em cada gota.
levantou-se.
saiu para a chuva e mudou de pele.
parou de chover e ele sentiu-se com a força de um rio."
                                                                                            autor desconhecido

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Constantino - Fama que vem de longe

Constantino não é um nome que ajude muito à criação de um ambiente romântico. Se fôr chamado pelo nome todo, parece muito constante. E muito do mesmo não ajuda à criação de fama. Chamar de Tino, aponta para um sentimento que, nestas alturas mais íntimas, não se tem lá muito. Chamá-lo de Tininho, bom, convenhamos que não liga com fama de galã. 
Não percebo a escolha deste sketch publicitário.
Reparem que, enquanto ela já está despida, o Constantino ainda está de camisa.
E, todos sabemos que o álcool não ajuda lá muito a performance.
Afinal, qual será a fama dele ?

Abaixo as Boazonas

Em Espanha, uma em cada duas adolescentes, faz operações plásticas ao peito ! Uma em cada duas ! Uma em cada duas ! Uma em cada duas !
Não há dúvida que os cyborgs nos vencerão. Vamos ser todos de plástico !

Vivam as Autocaravanas

Por esta hora, já inúmeras pessoas fizeram observações idênticas, relativamente às compras desenfreadas de viaturas, no final do ano de 2010.
Se não havia dinheiro nos cofres dos bancos nem nas poupanças das famílias, de onde raio apareceu tanto dinheiro para créditos à compra das viaturas ?
Mais, as viaturas de luxo tiveram aumentos de vendas de 50 % ! A Porsche cresceu 80% !

O que não percebo é como não há ninguém com visão comercial para este "furo". Então as Remax's, Era's, etc. (passe a publicidade) não começam a comercializar Autocaravanas ? E os fabricantes automóveis também não vêm o "furo" ?
Está visto que a malta gosta mais do carro do que da casa.

Já imagino um Porsche com abertura do capot, a formar dois beliches de montagem eléctrica em segundos. Com as duas portas abertas forma a cama de casal e, no motor, por baixo dos acima referidos beliches, o wc. Os líquidos dariam até para arrefecer o motor em vez da água e, os sólidos, podiam ser usados como biocombustível. Não é necessário cozinha. Está visto que não nos importamos de passar fome desde que tenhamos um bólide. E como a população está a engordar, junta-se o útil ao agradável.



Lucidez política

O actual presidente da república portuguesa, disse ontem aos jornalistas, a propósito do BPN que, era estranho a administração da Caixa Geral de Depósitos ser acumulada com a administração do BPN.
O quê ? É estranho ter os mesmos administradores em duas instituições ?
Creio que, a avaliar pela míriade de emails que circulam pelo país, denunciando escândalos idênticos, acumulações de reformas, etc., o comum dos mortais já tinha percebido isso há muito.
Será que o professor Cavaco Silva tem andado distraído ou vai pressionar os legisladores para que se criem mecanismos legais que impeçam estes abusos ?

Mas é a segunda vez que o professor me rouba as ilusões. 
E eu que admirava todos estes senhores que acumulam administração dos portos, metros, cp's, companhias das àguas, etc.. Então estes senhores não são super-heróis da gestão? Que pena. Eu que acreditava que éramos um país cheio de sábios ! 

A primeira foi quando eu, ainda jovem mas, afortunadamente, bem viajado pela europa ocidental, acreditei que Portugal seria um país melhor, ao nível dos mais desenvolvidos da europa, com uma convergência prevista num curto espaço de tempo. Estávamos em meados da década de 80 do século passado. Eu bebia sumo de laranja da manhã, de tarde e à noite, até rebentar com o fígado. Creio que só ficou mesmo isso - o fígado rebentado. O sonho de "sermos" escandinavos, a convergência com os países desenvolvidos, a democracia, a erradicação da pobreza, a diminuição das assimetrias entre ricos e pobres, o emprego decente e remunerado em conformidade, ainda estão a gerações de distância, se é que algum dia vão acontecer.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Gerês - outra dimensão

Esta imagem que fiz, pode não ser uma imagem típica do Gerês mas mostra como lá estar, é entrar numa outra dimensão.
a pedido de milhares de internautas, aqui ficam os links para os sites dos dois músicos com que iniciei este blog. vejam a discografia, as letras das músicas, as fotos, os concertos. desfrutem.

http://www.tomwaits.com/
http://www.davidsylvian.com/

domingo, 2 de janeiro de 2011

David Sylvian - Let the happiness in



David Sylvian, tal como Tom Waits, percorre o meu mundo desde há muitos anos. Esta música é já muito antiga mas...deixem-na entrar.

sábado, 1 de janeiro de 2011