quarta-feira, 17 de agosto de 2011

If there is righteousness in the heart
There will be beauty in the character

If there is beauty in the character
There will be harmony in the home

If there is harmony in the home
There will be order in the nation

If there is order in the nation
There will be piece in the world

         Sri Sathaya Sai Baba

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Antes do anoitecer

macacadas

Em 1968, ano que a mim me diz "algo", estreou o filme "O planeta dos macacos", baseado no livro do francês Pierre Boulle, com a ator Charlton Heston no papel principal. Não me recordo com exactidão em que época vi esse filme, bem como as sagas de 1970, 1971, 1972 e 1973. O mais provável é ter sido em finais da década de 70, princípio da década de 80. Sei que sempre gostei. Ficção científica sem naves; a ideia de que o homem não é "a" raça superior. Via sempre os filmes.
Não vi o remake de Tim Burton em 2001. Resolvi ver o filme recentemente estreado - "O planeta dos macacos - a Origem".
Desastroso ? Perda de tempo ? Como é possível fazer-se um filme assim ?
Gostos não se discutem e eu não percebo nada de cinema mas...não tem ponta por onde se lhe pegue!

Para quem quiser ver o trailer:

sábado, 13 de agosto de 2011

privacidade

Recentemente, os jornais (entre outros media) começaram a publicar as declarações de rendimentos dos políticos. Sendo pública, é "normal" o interesse que tais declarações suscitam. Esta semana li, acerca de Paula Teixeira da Cruz, actual ministra da Justiça. Há muitos anos que os políticos me desiludem, não existindo neste momento, para mim, nenhuma referência. Crescemos a ouvir as constantes suspeitas de corrupção, conluios, falta de honestidade por parte da classe o que, não será até justo para todos. Acontece que, se porventura alguém "aparece", tem forçosamente que conviver com a classe que o rodeia, com as ditas "bases", com os favores prometidos/devidos e, inevitávelmente, lá se vai o "bom tempo".
Sempre entendi ser fundamental a credibilização da classe política. No entanto, esta credibilização faz-se, na minha opinião, com actos dos mesmos. Com a ausência de suspeições que sob eles caiam. Leva tempo, sim. Mas é no dia-a-dia das suas acções que a credibilização vai surgir. Que a população vai perceber quem é quem. Teve um passado criminoso ? Claro, deve ser (ou devia ter sido) punido pela justiça. A falta de justiça é um factor determinante de contribuição para a descredibilização. Mas se a mesma funcionar, fôr celere e JUSTA, políticos ou não, todos são julgados pelos seus actos.

Esta questão das declarações, da sua publicidade, não contribui grandemente para a credibilização dos políticos. Se fulano ou sicrano declara 100.000 euros de prestação de serviços, onde é que isso nos leva ? Foram mesmo prestados ?
O que acontece é que a publicidade das declarações de rendimentos só leva a "curiosidades". Pouco me importa a mim, como cidadão, saber que Paula Teixeira da Cruz tem x euros em seguros, y euros acções, contas à ordem nos bancos A, B e C, nos montantes de, blah, blah, blah. Considero até uma devassa da vida particular de cada um. Cada qual aplica as suas poupanças da forma que entende. Não é o que faz com elas que é importante mas sim se essas poupanças são ou não lícitas. E isso, a declaração de rendimentos não diz!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Blade Runner

Oscar Pistorius persegue um sonho. Participar nos jogos olímpicos para atletas não portadores de deficiência. Campeão paraolímpico dos 100, 200 e 400 metros, luta há anos para que o comité olímpico/federação de atletismo, lhe permitam correr com atletas não paraolímpicos. O pomo da discórdia são as próteses que usa em substituição das pernas que perdeu  aos 11 meses de idade. Blade Runner. Alegadamente, poderão beneficiar os tempos obtidos em 15 a 30%.
No passado dia relançou a discussão ao atingir a marca de 45,07s, suficiente para os mínimos. Não sei se lhe será ou não permitido participar nos jogos olímpicos. Eu gostaria de o ver lá.
Determinação e esforço em estado puro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!

Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!

Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.

                 Fernando Pessoa