terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
Álvaro de Campos
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
Álvaro de Campos
terça-feira, 15 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Privilégios políticos
A eurodeputada britânica, independente , Nikki Sinclaire decidiu controlar o ponto dos colegas às sexta-feiras. Concluiu que os colegas não merecem o subsídio de € 304 para deslocações e que, como tal, o mesmo não se justifica. E não merecem porque:
Um destes deputados foi Ilda Figueiredo do PCP. Entrou às 8:20 horas e saiu às 10:04 horas.
Claro que, os deputados portugueses, sem excepção (Capoulas Santos do PS e Diogo Feio do CDS inclusivé) estão a favor deste subsídio, alegando que o trabalho dos deputados não é feito só no Parlamento Europeu. Trabalham até tarde...em casa. Pois é. Temos que deixar de chamar subsídio de deslocação para chamar-lhe subsidío de trabalho !
É a pouca vergonha habitual de quem não percebe o que se passa à sua volta. E depois estranham que as populações estejam cada vez mais distantes dos políticos.
É que, na maior parte das vezes, até nem são os valores por si só que ultrajam a população. É o exemplo que falta nas classes políticas dirigentes. Não se pode continuar a exigir esforços à população sem se ver a classe política a dar o exemplo.
Veja-se o que se está a passar nos países árabes. Será que podemos antever revoluções na europa ?
- pouco fazem;
- entram no plenário bem cedo mas, muito pouco tempo depois, já estão a sair.
Um destes deputados foi Ilda Figueiredo do PCP. Entrou às 8:20 horas e saiu às 10:04 horas.
Claro que, os deputados portugueses, sem excepção (Capoulas Santos do PS e Diogo Feio do CDS inclusivé) estão a favor deste subsídio, alegando que o trabalho dos deputados não é feito só no Parlamento Europeu. Trabalham até tarde...em casa. Pois é. Temos que deixar de chamar subsídio de deslocação para chamar-lhe subsidío de trabalho !
É a pouca vergonha habitual de quem não percebe o que se passa à sua volta. E depois estranham que as populações estejam cada vez mais distantes dos políticos.
É que, na maior parte das vezes, até nem são os valores por si só que ultrajam a população. É o exemplo que falta nas classes políticas dirigentes. Não se pode continuar a exigir esforços à população sem se ver a classe política a dar o exemplo.
Veja-se o que se está a passar nos países árabes. Será que podemos antever revoluções na europa ?
sábado, 12 de março de 2011
Geração à rasca II
A comunicação social noticiou hoje que, uma das medidas deste novo programa de austeridade apresentado pelo governo, obriga a um aumento no pagamento do IRS pelos pensionistas.
É evidente que "a" geração à rasca está à rasca !
E a geração dos 70, 80 anos de idade? Que não têm onde ficar; não têm assistência médica, alimentos.
E a geração dos 50, 60 anos de idade? Que perderam os empregos e já são velhos para trabalhar.
E a geração dos 30, 40 anos de idade? Que se "meteram" a comprar casa e não têm como a pagar.
Na verdade, a geração à rasca é toda a população que cada vez vive pior.
É evidente que "a" geração à rasca está à rasca !
E a geração dos 70, 80 anos de idade? Que não têm onde ficar; não têm assistência médica, alimentos.
E a geração dos 50, 60 anos de idade? Que perderam os empregos e já são velhos para trabalhar.
E a geração dos 30, 40 anos de idade? Que se "meteram" a comprar casa e não têm como a pagar.
Na verdade, a geração à rasca é toda a população que cada vez vive pior.
Experimentem trocar as letras da música dos Deolinda. Verão como fácilmente conseguem lá encaixar todas as gerações.
Geração à rasca I
Esta primeira imagem, é bem o reflexo daquilo que eu (e muitas outras pessoas, claro) pensava que ia acontecer.
É inevitável que os partidos políticos se imiscuam na sociedade civil. E é pena !Temos em Portugal um défice enorme de participação cívica. Em todos os domínios. Ficamos sempre à espera que alguém resolva os problemas por nós. Se manifeste por nós. Faça algo por nós. Lamentamo-nos permanentemente sem que consigamos as forças, coragem e informação necessárias para uma atitude cívica mais forte e interventiva.
Mais grave ainda, associamos o associativismo a corporativismos, compadrios, sindicalismos e outros ismos de outros tempos (e como custa a passar o tempo!) sem nos apercebermos que, na realidade, não serão os políticos a tomar conta de nós. Deveríamos ser nós, sociedade civil, a tomar conta dos políticos !
Desloquei-me ao centro de Braga para testemunhar por mim próprio o que acima escrevi. Ainda levei no bolso uma folha A4, com uma palavra/frase chave, tal como era pedido pela organização.
Pelas 15 horas, não havia muita gente reunida. Braga é uma cidade pequena e, como tal, não deveria aparecer muita gente. As vergonhas do costume de ser visto, comentado!
Uns quantos jornalistas e os primeiros cartazes.
Até aqui, ainda a "coisa" estava calma. Mas, para ausência de surpresa, lá aparecem as "bandeiras" vermelhas! Mas porque raio de carga de àgua (que não caiu) é que têm de aparecer estas alimárias partidárias a estragar os movimentos legítimos da sociedade civil ?
Como é evidente, muitas pessoas, tal como eu, afastam-se. Não pela côr das bandeiras. Independentemente dela, qualquer cidadão, mesmo que filiado seja em que partido fôr, tem o direito a fazer-se representar de forma apartidária. E neste movimentos deveriam fazê-lo como tal.
Repare-se como, de forma absolutamente impensada, o local escolhido, tem como pano de fundo, alguns dos "pontos" de ataque dos slogans gritados pelos jovens das faixas vermelhas.
"Para os ricos há milhões, para os pobres só tostões" - levem lá com Francfort como cidade rica !
"Nacionalize-se a GALP" - levem lá com um prédio a pubilicitar combustíveis !
"Tirem o nosso futuro do buraco do BPN" - e ponham-no na Caixa Geral de Depósitos !
Enfim, como se esperava, apenas um "punhado" de pessoas, um movimento gorado e, uma vez mais, os partidos a aproveitarem-se pérfidamente das organizações de outros para fazer valer os seus pontos de vista que, neste caso, nada têm a ver com o espírito da ideia original.
As televisões gostam, mostram, faz-se uma rodinha para a foto e...vamos ver como é mostrado nos noticiários. Eu vi, estive lá. E não gostei !
quarta-feira, 2 de março de 2011
"QUEM A TEM...”
Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
Desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
E sempre a verdade vença,
Qual será ser livre aqui,
Não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
É quase um crime viver.
Mas embora escondam tudo
E me queiram cego e mudo,
Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.
Jorge de Sena
Qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
Desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
E sempre a verdade vença,
Qual será ser livre aqui,
Não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
É quase um crime viver.
Mas embora escondam tudo
E me queiram cego e mudo,
Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.
terça-feira, 1 de março de 2011
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