domingo, 13 de março de 2011

Privilégios políticos

A eurodeputada britânica, independente , Nikki Sinclaire decidiu controlar o ponto dos colegas às sexta-feiras. Concluiu que os colegas não merecem o subsídio de € 304 para deslocações e que, como tal, o mesmo não se justifica. E não merecem porque:
  1.  pouco fazem;
  2. entram no plenário bem cedo mas, muito pouco tempo depois, já estão a sair.
Dos 160 políticos espiados, 50 foram "apanhados" a pôr-se "ao fresco"!
Um destes deputados foi Ilda Figueiredo do PCP. Entrou às 8:20 horas e saiu às 10:04 horas.
Claro que, os deputados portugueses, sem excepção (Capoulas Santos do PS e Diogo Feio do CDS inclusivé) estão a favor deste subsídio, alegando que o trabalho dos deputados não é feito só no Parlamento Europeu. Trabalham até tarde...em casa. Pois é. Temos que deixar de chamar subsídio de deslocação para chamar-lhe subsidío de trabalho !
É a pouca vergonha habitual de quem não percebe o que se passa à sua volta. E depois estranham que as populações estejam cada vez mais distantes dos políticos.

É que, na maior parte das vezes, até nem são os valores por si só que ultrajam a população. É o exemplo que falta nas classes políticas dirigentes. Não se pode continuar a exigir esforços à população sem se ver a classe política a dar o exemplo.
Veja-se o que se está a passar nos países árabes. Será que podemos antever revoluções na europa ?

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