domingo, 27 de fevereiro de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Ensino diferenciado
Aparentemente, a quantidade de escolas a recomeçar com o ensino diferenciado entre rapazes e raparigas, tem aumentado por todo o mundo. 500 escolas nos Estados Unidos, 400 na Grã-Bretanha, a Alemanha dá os primeiros passos na avaliação da eficácia deste modelo e, na Austrália, estudos concluíram que as notas dos alunos do ensino diferenciado são entre 15% a 22% superiores aos do ensino misto.
Ao todo, são mais de 40 milhões de alunos em todo o mundo, a estudar em escolas com métodos distintos para rapazes e raparigas. Em Portugal, há apenas os colégios Fomento, em parceria com o Opus Dei.
Segundo Jorge Maciel, presidente dos colégios Fomento, a escola mista não tem qualquer justificação pedagógica. Rapazes e raparigas têm ritmos de crescimento diferentes e aprendem de forma diferente. A escola mista, defende ainda Jorge Maciel, surge após a II guerra mundial, como exigência de movimentos feministas exigindo mesmos direitos, espaços e, como necessidade económica de rentabilização de espaços/meios. Não foi nunca sujeito a avaliação pedagógica da sua eficácia.
Não sei se nos outros países referidos, as escolas estão ou não associadas a movimentos religiosos. O artigo do jornal i, onde li acerca deste tema, não o refere.
Desconhecia o aumento deste tipo de ensino. Nunca reflecti acerca deste tema. O que me parece, assim, sem grandes reflexões, é estarmos perante um retrocesso da nossa sociedade. Os resultados escolares, per si, podem até ser melhores. É fácil imaginar as "marronas" a terem muito melhor aproveitamento sem a rapaziada a fazer barulho nas aulas. Ou os "vadiolas" mais atentos, ao não terem as raparigas por perto, com quem se distrair.
Mas não vejo como se pode retroceder ao ponto em que rapazes e raparigas crescem separados, voltando aos encontros de domingo na missa !
Considero fundamental o crescimento dos jovens em harmonia de sexos. Reconheçendo/aprendendo sensibilidades distintas. Formas de estar distintas. Aprendendo a diferença. Apoiando-se no sexo oposto para o seu próprio processo de aprendizagem social. Criando laços afectivos, tendo namorados(as). Aprendendo/vivendo a sua sexualidade.
A vida não se resume a resultados escolares. As raparigas são melhores. É um facto ! No mundo muçulmano, há cada vez mais raparigas ecolarizadas e, no entanto, poucas arranjam empregos. A sociedade não lhos "dá". Queremos voltar a ensinamentos do início do século XX ? Vão as raparigas aprender "coisas" de rapariga e os rapazes "coisas" de rapaz ? É inevitável imaginá-lo. Não se pensa neste ensino diferenciado apenas pelas matérias didáticas. Se assim fosse, poder-se-iam criar turmas mistas de alunos, em que as competências/resultados escolares fossem idênticos. Super-turmas como aliás acontece em alguns países.
Refira-se ainda que, em média, um(a) aluno(a) destes colégios em Portugal, paga cerca de 400 a 500 euros mensais!
Não é para todos, claro.
Não tenho ilusões. Estes alunos serão mesmo bons. Profissionalmente, serão os poderosos de amanhã. Pelas competências académicas e...pelas influências do poder. Se as suas aptidões sociais serão ao mesmo nível das académicas, só um estudo pedagógico a efectuar daqui a 50 anos o dirá.
Ao todo, são mais de 40 milhões de alunos em todo o mundo, a estudar em escolas com métodos distintos para rapazes e raparigas. Em Portugal, há apenas os colégios Fomento, em parceria com o Opus Dei.
Segundo Jorge Maciel, presidente dos colégios Fomento, a escola mista não tem qualquer justificação pedagógica. Rapazes e raparigas têm ritmos de crescimento diferentes e aprendem de forma diferente. A escola mista, defende ainda Jorge Maciel, surge após a II guerra mundial, como exigência de movimentos feministas exigindo mesmos direitos, espaços e, como necessidade económica de rentabilização de espaços/meios. Não foi nunca sujeito a avaliação pedagógica da sua eficácia.
Não sei se nos outros países referidos, as escolas estão ou não associadas a movimentos religiosos. O artigo do jornal i, onde li acerca deste tema, não o refere.
Desconhecia o aumento deste tipo de ensino. Nunca reflecti acerca deste tema. O que me parece, assim, sem grandes reflexões, é estarmos perante um retrocesso da nossa sociedade. Os resultados escolares, per si, podem até ser melhores. É fácil imaginar as "marronas" a terem muito melhor aproveitamento sem a rapaziada a fazer barulho nas aulas. Ou os "vadiolas" mais atentos, ao não terem as raparigas por perto, com quem se distrair.
Mas não vejo como se pode retroceder ao ponto em que rapazes e raparigas crescem separados, voltando aos encontros de domingo na missa !
Considero fundamental o crescimento dos jovens em harmonia de sexos. Reconheçendo/aprendendo sensibilidades distintas. Formas de estar distintas. Aprendendo a diferença. Apoiando-se no sexo oposto para o seu próprio processo de aprendizagem social. Criando laços afectivos, tendo namorados(as). Aprendendo/vivendo a sua sexualidade.
A vida não se resume a resultados escolares. As raparigas são melhores. É um facto ! No mundo muçulmano, há cada vez mais raparigas ecolarizadas e, no entanto, poucas arranjam empregos. A sociedade não lhos "dá". Queremos voltar a ensinamentos do início do século XX ? Vão as raparigas aprender "coisas" de rapariga e os rapazes "coisas" de rapaz ? É inevitável imaginá-lo. Não se pensa neste ensino diferenciado apenas pelas matérias didáticas. Se assim fosse, poder-se-iam criar turmas mistas de alunos, em que as competências/resultados escolares fossem idênticos. Super-turmas como aliás acontece em alguns países.
Refira-se ainda que, em média, um(a) aluno(a) destes colégios em Portugal, paga cerca de 400 a 500 euros mensais!
Não é para todos, claro.
Não tenho ilusões. Estes alunos serão mesmo bons. Profissionalmente, serão os poderosos de amanhã. Pelas competências académicas e...pelas influências do poder. Se as suas aptidões sociais serão ao mesmo nível das académicas, só um estudo pedagógico a efectuar daqui a 50 anos o dirá.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Solidão II
Aquando do último post, tinha acabado de ouvir a notícia. Fiquei de tal forma chocado que, na altura, não escrevi mais nada do que deixar a pergunta no ar: "Como é possível tanta solidão ?"
É possível estar-se só, rodeado de gente. Sim. O comentário ao post anterior refere que "Ás vezes a solidão está mesmo ao teu lado!". Sim, também é verdade.
No entanto, creio que aqui se trata de uma solidão muito mais profunda. Uma coisa é sentirmo-nos sós, por falta de afecto, partilha, amigos, mas termos a possibilidade de recorrer a alguém. Mesmo essa pessoa que está ao nosso lado. Outra completamente distinta é a solidão total. Sem referências, sem contactos. O vazio !
Não deixa de ser curioso que estes casos surjam em idosos com autonomia. Se a não tivessem, estariam por certo ao cuidado de familiares e/ou centros de dia, lares, etc.
A D. Augusta era uma mulher com vida. A sua única companhia era um cão. Morreu com ela ! De fome, sede, tristeza. E ninguém deu por nada. Não há um latido, nada. O vazio como escrevi !
E esta solidão cresce nos nossos dias. Á medida que os avanços da medicina permitem o aumento da esperança de vida, permitem melhorias consideráveis na autonomia do ser humano, os retrocessos nos laços afectivos e nos processos sociais de acompanhamento dos familiares aumenta de igual forma. Não há tempo para um avô, uma avó, um tio, uma tia...um pai...uma mãe !
Consumidos por carreiras profissionais (muitas vezes também elas vazias), por egoísmos, pela falta de valores, permitimos que aqueles que mais amamos (em tempos), passem a ser um estorvo nas nossas vidas. Convencemo-nos de falsos argumentos: que os lares são melhores para eles porque têm assistência permanente - eles precisam; que não correm riscos; que têm sempre amigos por perto.
E esqueçemo-nos de que a principal companhia da qual precisam...somos nós. Os laços afectivos !
Não há muito li um livro de valter hugo mãe intitulado "a máquina de fazer espanhóis". o personagem principal - o Sr. Silva - é colocado num lar aos 84 anos, logo após a morte da sua mulher - Laura. Todo o livro versa sobre a problemática da solidão. Da chegada a um lar e todo o processo de aprendizagem de vivência no mesmo.
"a laura morreu, pegaram em mim e puseram-me no lar com dois sacos de roupa e um álbum de fotografias. foi o que fizeram...o quarto pequeno é todo ele uma cela, a janela não se abre e, se o vidro se partir, as grades de ferro antigas seguram as pessoas do lado de dentro do edifício. pus-me a olhar para o chão, com ar de entregue. estou entregue, pensei. aos meus pés os dois sacos de roupa e uma enfermeira dizendo coisas simples, convencida de que a idade mental de um idoso é, de facto, igual à de uma criança. o choque de se ser assim tratado é tremendo e, numa primeira fase, fica-se sem reacção."
in "a máquina de fazer espanhóis" de valter hugo mãe
Por algum motivo, os suicídios em pessoas com mais de 85 anos têm aumentado em todo o mundo ocidental.
É possível estar-se só, rodeado de gente. Sim. O comentário ao post anterior refere que "Ás vezes a solidão está mesmo ao teu lado!". Sim, também é verdade.
No entanto, creio que aqui se trata de uma solidão muito mais profunda. Uma coisa é sentirmo-nos sós, por falta de afecto, partilha, amigos, mas termos a possibilidade de recorrer a alguém. Mesmo essa pessoa que está ao nosso lado. Outra completamente distinta é a solidão total. Sem referências, sem contactos. O vazio !
Não deixa de ser curioso que estes casos surjam em idosos com autonomia. Se a não tivessem, estariam por certo ao cuidado de familiares e/ou centros de dia, lares, etc.
A D. Augusta era uma mulher com vida. A sua única companhia era um cão. Morreu com ela ! De fome, sede, tristeza. E ninguém deu por nada. Não há um latido, nada. O vazio como escrevi !
E esta solidão cresce nos nossos dias. Á medida que os avanços da medicina permitem o aumento da esperança de vida, permitem melhorias consideráveis na autonomia do ser humano, os retrocessos nos laços afectivos e nos processos sociais de acompanhamento dos familiares aumenta de igual forma. Não há tempo para um avô, uma avó, um tio, uma tia...um pai...uma mãe !
Consumidos por carreiras profissionais (muitas vezes também elas vazias), por egoísmos, pela falta de valores, permitimos que aqueles que mais amamos (em tempos), passem a ser um estorvo nas nossas vidas. Convencemo-nos de falsos argumentos: que os lares são melhores para eles porque têm assistência permanente - eles precisam; que não correm riscos; que têm sempre amigos por perto.
E esqueçemo-nos de que a principal companhia da qual precisam...somos nós. Os laços afectivos !
Não há muito li um livro de valter hugo mãe intitulado "a máquina de fazer espanhóis". o personagem principal - o Sr. Silva - é colocado num lar aos 84 anos, logo após a morte da sua mulher - Laura. Todo o livro versa sobre a problemática da solidão. Da chegada a um lar e todo o processo de aprendizagem de vivência no mesmo.
"a laura morreu, pegaram em mim e puseram-me no lar com dois sacos de roupa e um álbum de fotografias. foi o que fizeram...o quarto pequeno é todo ele uma cela, a janela não se abre e, se o vidro se partir, as grades de ferro antigas seguram as pessoas do lado de dentro do edifício. pus-me a olhar para o chão, com ar de entregue. estou entregue, pensei. aos meus pés os dois sacos de roupa e uma enfermeira dizendo coisas simples, convencida de que a idade mental de um idoso é, de facto, igual à de uma criança. o choque de se ser assim tratado é tremendo e, numa primeira fase, fica-se sem reacção."
in "a máquina de fazer espanhóis" de valter hugo mãe
Por algum motivo, os suicídios em pessoas com mais de 85 anos têm aumentado em todo o mundo ocidental.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Solidão
Num bairro para os lados de Lisboa, foi descoberto o corpo de uma idosa, num apartamento, morta há 9 anos !
Como é possível tanta solidão ?
Como é possível tanta solidão ?
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Pobreza (de espírito)
Segundo a Organização de países Islâmicos, 39% da população islâmica vive abaixo do limiar da pobreza.
O mundo árabe está dividido em grupos em termos de riqueza e pobreza:
Tudo começou no dia 17 de Dezembro, em Sidi Bouzid, localidade tunisina, onde Mohamed Bouazizi, de 26 anos, com curso superior de informática, no desemprego, ia subsistindo como vendedor ambulante de fruta e hortaliça, quando mais uma vez a polícia o proibiu de vender na rua, única forma que lhe restava de subsistência da família. Revoltado, Mohamed Bouazizi foi comprar gasolina e imolou-se pelo fogo, em frente da câmara municipal.
Depois deste trágico acontecimento, mais de 10 pessoas já se imolaram pelo fogo, em países árabes.
O Homem não aprende mesmo. Desde sempre se assistiu ao poder de alguns que, de forma mais ou menos prepotente, pisaram as populações em geral, o povo, através da expropriação das suas riquezas, do roubo das suas colheitas, em benefício próprio. Desde sempre, como agora, as revoltas das populações surgem, de forma inevitável, quer demore uma década, duas ou três. Mas surge. E os prepotentes sabem-no.
Porque é necessário esperar que surjam as revoltas populares ? Porque se mantêm as populações incultas ? Porque não se percebe, definitivamente que, não é com opressão, ignorância, pobreza, fome, que os povos se diginificam, crescem, espalham a sua cultura ?
É necessário chegar ao ponto de tornar amigos em inimigos, do dia para a noite, apenas pelo medo ?
O mundo árabe está dividido em grupos em termos de riqueza e pobreza:
- o grupo rico em petróleo com países como a Líbia, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e Sultanato de Omã;
- países de riqueza mediana como o Egito, Iraque, Jordânia, Síria, Marrocos, Tunísia e Argélia;
- países pobres como o Sudão, Iémen, Somália, Mauritânia, Djibuti e Palestina.
Tudo começou no dia 17 de Dezembro, em Sidi Bouzid, localidade tunisina, onde Mohamed Bouazizi, de 26 anos, com curso superior de informática, no desemprego, ia subsistindo como vendedor ambulante de fruta e hortaliça, quando mais uma vez a polícia o proibiu de vender na rua, única forma que lhe restava de subsistência da família. Revoltado, Mohamed Bouazizi foi comprar gasolina e imolou-se pelo fogo, em frente da câmara municipal.
Depois deste trágico acontecimento, mais de 10 pessoas já se imolaram pelo fogo, em países árabes.
O Homem não aprende mesmo. Desde sempre se assistiu ao poder de alguns que, de forma mais ou menos prepotente, pisaram as populações em geral, o povo, através da expropriação das suas riquezas, do roubo das suas colheitas, em benefício próprio. Desde sempre, como agora, as revoltas das populações surgem, de forma inevitável, quer demore uma década, duas ou três. Mas surge. E os prepotentes sabem-no.
Porque é necessário esperar que surjam as revoltas populares ? Porque se mantêm as populações incultas ? Porque não se percebe, definitivamente que, não é com opressão, ignorância, pobreza, fome, que os povos se diginificam, crescem, espalham a sua cultura ?
É necessário chegar ao ponto de tornar amigos em inimigos, do dia para a noite, apenas pelo medo ?
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Concertos no Theatro Circo - Braga
Tenho a sorte de gostar de ouvir "outras" músicas. Não que não ouça música mainstream mas, as grandes bandas pop/rock não estão, normalmente, nas minhas preferências musicais.
Assim, não preciso gastar fortunas em mega-concertos.
Dias 3 e 4 deste mês, ou seja, já amanhã e sexta-feira, no Theatro Circo de Braga e, por apenas 20 euros, podemos ver dois concertos (12 euros se fôr só um) de dois dos mais prestigiados músicos portugueses - Carlos Barretto Lokomotiv e Carlos Bica & Matéria Prima. Ambos Carlos, contrabaixistas e com uma obra imensa de que aqui deixo dois exemplos.
http://www.theatrocirco.com/
Assim, não preciso gastar fortunas em mega-concertos.
Dias 3 e 4 deste mês, ou seja, já amanhã e sexta-feira, no Theatro Circo de Braga e, por apenas 20 euros, podemos ver dois concertos (12 euros se fôr só um) de dois dos mais prestigiados músicos portugueses - Carlos Barretto Lokomotiv e Carlos Bica & Matéria Prima. Ambos Carlos, contrabaixistas e com uma obra imensa de que aqui deixo dois exemplos.
http://www.theatrocirco.com/
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
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