sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pobreza (de espírito)

Segundo a Organização de países Islâmicos, 39% da população islâmica vive abaixo do limiar da pobreza.
O mundo árabe está dividido em grupos em termos de riqueza e pobreza:
  •  o grupo rico em petróleo com países como a Líbia, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e Sultanato de Omã;
  • países de riqueza mediana como o Egito, Iraque, Jordânia, Síria, Marrocos, Tunísia e Argélia;
  • países pobres como o Sudão, Iémen, Somália, Mauritânia, Djibuti e Palestina.
Do primeiro grupo (ainda) não se ouve falar. Do último, a pobreza é a tónica dominante. Do grupo central, temos ouvido falar muito ultimamente.

Tudo começou no dia 17 de Dezembro, em Sidi Bouzid, localidade tunisina, onde Mohamed Bouazizi, de 26 anos, com curso superior de informática, no desemprego, ia subsistindo como vendedor ambulante de fruta e hortaliça, quando mais uma vez a polícia o proibiu de vender na rua, única forma que lhe restava de subsistência da família. Revoltado, Mohamed Bouazizi foi comprar gasolina e imolou-se pelo fogo, em frente da câmara municipal.
Depois deste trágico acontecimento, mais de 10 pessoas já se imolaram pelo fogo, em países árabes.

O Homem não aprende mesmo. Desde sempre se assistiu ao poder de alguns que, de forma mais ou menos prepotente, pisaram as populações em geral, o povo, através da expropriação das suas riquezas, do roubo das suas colheitas, em benefício próprio. Desde sempre, como agora, as revoltas das populações surgem, de forma inevitável, quer demore uma década, duas ou três. Mas surge. E os prepotentes sabem-no.
Porque é necessário esperar que surjam as revoltas populares ? Porque se mantêm as populações incultas ? Porque não se percebe, definitivamente que, não é com opressão, ignorância, pobreza, fome, que os povos se diginificam, crescem, espalham a sua cultura ?

É necessário chegar ao ponto de tornar amigos em inimigos, do dia para a noite, apenas pelo medo ?

1 comentário:

  1. Há décadas que temos prepotentes em Portugal e o povinho continua a eleger os mesmos do costume.

    Era preferível que não vivesse-mos em democracia, para assim ser mais fácil e expectável uma revolução, por forma a correr com essa cambada de incompetentes e os seus compadrios.

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