Nunca acompanhei o caso do cronista Carlos Castro assassinado em Nova Iorque. Mas ontem, ouvi no noticiário que, o advogado do rapazito, quer alegar deficiência mental, no momento do acto !!!!!
Foi o chip que avariou! Que chato, logo naquele momento, o chip tinha que avariar !
Desconheço por completo o sistema judiciário portugûes e, muito menos o norte-americano mas, como é permitido alegar uma deficiência mental num determinado momento ? Todos os actos passariam a cair nesta desculpa de mau pagador.
"Levaste nas trombas? - Oh pá deixa lá. O gajo que te deu estava deficiente naquele momento".
"Mandaste o teu chefe à merda? - diz-lhe que a deficiência foi muitíssimo momentânea".
"Foste apanhado com outra gaja? - diz à tua mulher que estavas avariado".
Mas o advogado foi ainda mais longe. O rapazito, não tinha consciência das consequências do acto que cometeu!
Já estou a imaginar o Seabra a falar para o juíz: "Sr. Dr. Juíz, eu via lá em casa a usarem o saca-rolhas e nunca ouvi a rolha a queixar-se. Nem fazia ideia que saía sangue daquelas bolinhas por baixo do pilau. Como foi com o saca-rolhas, até pensei que era vinho. Eu é que não gosto se não, tinha bebido. E foi uma sorte não lhe ter arrancado um olho porque estive a ver uns desenhos animados muito giros em que um urso ficou sem um olho e, depois, colou-o e ficou a ver outra vez."
Que se tente alegar que estava sobre o efeito de estupefacientes, que estava alcoolizado ou ambos, posso perceber, na tentativa de diminuir a pena. É esse o trabalho do advogado. Agora, deficiência no momento do acto !
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