sábado, 3 de setembro de 2011

Obesidade

   Não tenho nenhuma vivência próxima com pessoas obesos(as). A verdadeira obesidade, não um "pequeno" excesso de peso. É um tema preocupante. O aumento de obesos tem sido enorme. Portugal é o país da comunidade europeia com mais crianças obesas. Li recentemente; não sei qual a fonte e, na verdade, não é importante dado que, efectivamente, se vê fácilmente esta tendência. Nos EUA, duas em cada três pessoas tem excesso de peso!
   Pela falta de vivência próxima acima referida, desconheço se existe uma dependência física por doces. Tipo droga. Se o corpo lhes "pede" açúcar. Ou se, pelo contrário, tudo não passa (também) de um gravíssimo problema psíquico. Isto porque não se engorda 20, 30, 50 ou 60Kg de um dia para o outro. Ao mínimo sinal, algo pode e deve ser feito. Poder-se-à argumentar que nem sempre é possível. Mas muitos devem ser os casos em que a possibilidade de contenção da obesidade é real.
   Vem o acima escrito a propósito de dois episódios quase consecutivos a que assisti ao tomar o pequeno-almoço num café, agora no período de férias.
   Um homem aparentando os seus 50's com, no máximo, 1,70m de altura e, pesando seguramente mais de 130, 140Kg, aproxima-se do balcão. Toda a gordura concentrada entre o peito e os joelhos. Braços e pernas visíveis (1/2 manga e calção) eram "normais". Disforme portanto.
   Para meu espanto, o homem pede para pequeno-almoço (ou já o teria tomado?) um café e...uma bola de berlim (que ainda por cima tinha um tamanho acima do normal)!
   Cerca de 5 minutos mais tarde, aparece uma mulher na casa dos 30's com pouco menos peso, aparentemente, do que o homem acima mencionado. A gordura era mais formosa. Melhor distribuída, tornava o corpo proporcionalmente obeso.
   Pequeno-almoço: um café e um palmier recheado!
   É difícil imaginar a extrema dificuldade que será ultrapassar um problema tão grave quanto o da obesidade. É visível a toda a gente o que o tornará, por certo, ainda mais difícil. Provávelmente, muitos casos haverá em que a auto-estima se encontrará tão baixa que há uma "desistência" por parte do doente. Só assim percebo as bolas de berlim, os chocolates, as doses gigantescas, o alcool, etc. que tanto me impressionaram.
  

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