domingo, 24 de abril de 2011

Religião

Hoje é dia de Páscoa.

O Fogo de Santelmo, era considerado pelos marinheiros como um sinal divino. Foi-lhe dado esse nome por Santo Elmo se tratar do padroeiro dos marinheiros. Trata-se de uma descarga eléctrica que aparecia no topo dos mastros dos navios que pareciam arder. Para além disto, estas descargas descontrolavam as bússolas dos navios desorientando-os. Desde a Antiguidade que este fenómeno se observa.
Hoje, sabemos científicamente do que se trata. É um fenómeno meteorológico que ocorre geralmente em ocasiões de forte trovoada e que se caracteriza por pequenas descargas elétricas (projeções e irradiações luminosas de cor azul-violeta) nas pontas metálicas dos mastros dos navios, em torres metálicas ou nas partes salientes dos aviões, devido à concentração do campo eléctrico atmosférico nas zonas referidas.

As 10 Pragas do Egipto, foram impostas pelo Senhor, para obrigar o Faraó a libertar o povo de Israel.
1- águas em sangue
2- rãs
3- piolhos
4- moscas
5- doenças
6- sarna
7- saraiva
8- gafanhotos
9- trevas
10- morte dos primogénitos
Não existe comprovação científica da existência de todas estas pragas. Vários estudos mostram a possibilidade da relação sequencial entre algumas delas, relacionadas com alterações climáticas, desastres ecológicos, como por exemplo a erupção do vulcão Santorini.

Os dois exemplos acima mostram como a inexistência de explicações é fácilmente atribuída a uma entidade suprema. Assim, é fácil perceber como, nas sociedades religiosas mais fanáticas, o condicionamento da educação dada, é fundamental para a continuidade desse mesmo fanatismo. Em sociedades mais abertas e/ou laicas, existe a possibilidade de pensamento livre, passando a fé a ser algo completamente transcendental. É nestas sociedades que, na minha opinião, há verdadeiramente Homens de fé. Pessoas que, independentemente do conhecimento científico que, hoje quase tudo explica ou explicará no futuro, acreditam numa entidade suprema que pode regular, condicionar, orientar a nossa conduta, a nossa vida. Ninguém nasce com fé. Ganha-se ou não.

A religião, na nossa sociedade, deveria ser um espelho deste conhecimento científico, mudando de "discurso", tornando-o mais actual, mais transcendental. Apelando a algo verdadeiramente inexplicável que preencha os nossos vazios. Ganhar-se-iam mais fiéis concerteza. Se é que importa o número de fiéis.
O que vejo, quando assisto a uma missa, não é no entanto o que desejo. Os discursos moralistas, desadequados, imperam de sobremaneira. O que vejo nos noticiários, mostra como, há luz da informação que nos é dada, todas as religiões se comportam "mal", continuando, como desde há milénios, a procurar impôr as suas crenças acima das demais.
E assim, a religião continua a ser dominante. Mesmo estando de pernas para o ar, difusa.

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